Resistência na <em>Autoeuropa</em><br>contra a chantagem

Os trabalhadores da Autoeuropa decidiram segunda-feira, em plenário, rejeitar o acordo proposto pela administração e que tinha sido previamente apresentado à CT. A administração tinha proposto retomar as negociações em Janeiro, mas acabou por ser marcada uma reunião para ontem.
Em causa está a actualização dos salários (congelados há dois anos), os prémios de assiduidade e o pagamento do trabalho suplementar.
Na terça-feira, o ministro da Economia desdobrou-se em declarações críticas para com a posição dos trabalhadores, sem nunca referir os lucros que a Volkswagen tem obtido na fábrica de Palmela e os benefícios e incentivos de que tem beneficiado em Portugal. «Há vários países de Leste em que os trabalhadores têm melhores qualificações e salários mais baratos», chegou Manuel Pinho a lembrar, afirmando a impotência do Governo perante a multinacional, perante a comissão parlamentar de Assuntos Económicos.
No debate mensal, na AR, Jerónimo de Sousa acusou o ministro da Economia de se colocar ao lado das atitudes de «chantagem» de encerramento, tomadas pela administração da Autoeuropa. Ao chefe do Governo, o secretário-geral do PCP frisou que «uma negociação é sempre um compromisso entre partes».


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